segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
Strategy Canvas: 3 cenários de maturidade para a execução das suas estratégias
Cenário de Ruptura
Cenário de Adaptação
Fechando o ciclo
Vamos que vamos, transformar o mundo empresarial afunilando o futuro com o alvo que está na mira.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Mínimo produto viável: a solucionática pra coisa
Você já tentou construir uma catedral? Estou no 4º mês de construção de minha casa, pela primeira vez em 30 anos de vida terei a minha casa, minha, ou melhor, da minha esposa (cliente). Mas isso é detalhe, pois no final a gente resolve tudo junto, iterativamente. :-)
O fato é que para eu construir a minha casa eu comecei errado. Há 3 anos atrás eu contratei um arquiteto e pedi pra ele construir algo incrível, moderno com rústico, pé direito alto, realmente uma casa genial, integrada, com mais de 150 metros quadrados. Literalmente eu projetei uma fantástica catedral. Algo totalmente fora do meu bolso e, principalmente, fora da minha necessidade. Passei 2 anos me perguntando o porquê de tudo aquilo, sem falar na grana que foi para o arquiteto projetar esse tal de 'protótipo'.
Enfim, percebi que construir uma catedral seria algo drástico, dramático e que não faria sentido algum para minha família atingir a meta projetada. Veja que para chegar ao objetivo eu teria que desembolsar um valor muito alto, teria que me endividar além, muito além da sustentação de meu equilíbrio financeiro. Quando fomos analisar os números do projeto, realmente chegamos a conclusão de que não era aquilo que precisávamos. Comparando o quantitativo com o qualitativo, a coisa fica pior ainda.
Mas, diante dessa situação veio a questão: do que precisamos realmente? Aí começamos uma luta para definir o que seria para nós (eu, minha esposa e minhas 2 filhas) o nosso mínimo produto viável. Não foi fácil, pois tínhamos que lidar com um fator altamente determinante em projetos de casa própria: o sonho. Lidar com o sonho é o mesmo que desejar quando criança morar em uma casa de chocolate. Sem bruchas malévolas e sem o risco de um sol quente para derreter tudo.
Sonhar é algo importante demais para ser ignorado, então como unificar a necessidade com o desejo? como pensar simples, sem deixar de oportunizar para seu bem estar uma casa agradável, acessível ao bolso e, principalmente, que cotemplasse os requisitos de modernidade e segurança?
Chegamos a algumas conclusões depois de muito pensar e decidimos visitar casas prontas para sentir o tamanho, o estilo e a estrutura. Essas visitas me fizeram lembrar claramente das idas e vindas que faço quando estou em um projeto de negócios e quero experimentar a sensação do cliente ao usar meu produto. Foi vital para nós realizar essas visitas, pois podemos compreender o tamanho da casa ideal para nossa família.
Após essa decisão ficou mais claro ainda que o tamanho influenciaria diretamente no preço da obra. Diante disso não restou dúvida, fixamos o tamanho, enxergamos o orçamento e, daí pra frente foi deixar a criatividade se juntar ao sonho para transformar o cantinho da gente no estilo de vida que tanto queremos.
O mínimo produto viável é a consideação chave que todo empreendedor precisa ter na cabeça ao começar a querer decidir algo sobre seu produto ou serviço. A questão toda gira em torno do problema / solução. Ao materializar o meu sonho em um projeto, por mais que eu investi em algo que não foi usado, no caso do protótipo da casa, pude aprender sobre a coisa toda. Além disso, eu peguei as principas dúvidas e fui ver na prática como seria realmente enxergar aquilo tudo. Claro que minha esposa estava junto, ela passou a ser o cliente de toda essa história, o que facilitou muito a vida desse empreendedor.
A experimentação é altamente necessária para o desenvolvimento do ser humano, não muda em nada a necessidade para o desenvolvimento de produtos e serviços. O mínimo é simplesmente o que funciona, o que pode ser perfeito, exato, que se encaixa ao necessário. Ou seja, resolve o problema. Como meu pai costuma dizer: é a solucionática da coisa.
Bem, como disse, estou no 4º mês de obra. A executação está correndo que é uma beleza, mas não estamos descuidando da iteração constante com os construtores e, agora chegamos a conclusão que é possível melhorar a garagem e integrar com a edícula, sobrando um espaço para uma piscina a ser instalada mais para frente.
Portanto, o que tenho a dizer é que para o empreendedor dar vida ao MVP é como adotar um método excelente para entrar em campo de batalha testando e aprendendo sobre a prática de seus ideias, é caminhar para a organização de um mínimo produto viável.
É a solucionática que interessa para o mercado!
Vamos em frente!
Jordano Gonzatto
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Experiência Empreendedora: Sementes
Seguindo com minhas visões cabalísticas ou repentistas da vivência empreendedora em busca do caminho para o futuro, enveredo nesta segunda etapa para exaltar algo que muito me auxiliou em meu processo de empreendedorismo.
Primeiro que quando comecei com essas aventuras, tudo realmente soava mais como aventura que propriamente como projeto de viabilidade economia científica. Por mais que naquele momento eu estivesse cursando ciências econômicas, confesso que nada do que me diziam na universidade fazia sentido com o que eu vivia diante do meus projetos na prática.
Mas, o quero ressaltar nesta segunda parte, são as sementes que consegui plantar ao longo desse período empreendedor de minha vida. Começou em 1998 e, segue ainda, sem prazo para finalizar. Já são 13 anos de muitas sementes plantadas, grandes campos semeados e lavouras ricas com grãos exuberantes. Não vamos pensar que tudo foi alegria, pelo contrário, muitas sementes não vingaram e, o mais difícil de encarar, é que a culpa foi minha.
O começo de qualquer projeto empreendedor é singular. Cada indivíduo tem a sua própria cognição sobre o que está fazendo. Não dá para dizer que empreender é uma mesma coisa para qualquer um, não é! Empreender é diferente para todos, é como nascer. E o pior de tudo é que quando nascemos nós temos uma dependencia gigante de nossos guias, nossos pais e nossas mães. Se eu tivesse tido um conselho como esse lá pelos meus 20 anos, teria feito uma grande diferença para mim. Mas, a verdade é que no início nós somos demasiados fechados, com nossos ouvidos concretados, não ouvimos nada e pouco buscamos apoio para isso.
Somente depois dos meus 25 anos, quando já estava atuando como assessor comercial de representação em recursos humanos é que comecei a entender a magia que o tal do conselheiro pode exercer sobre um empreendedor. O conselheiro precisa ser bem escolhido, não pode ser ninguém que exerça um papel chato, repressor ou mesmo, daquele jeito ' eu te disse'. Nesse período já passei por diversos conselheiros, todos fantásticos, mas acho que o que fez a diferença até agora foi o fato de eu ter encarado eles com um pouco de receio, ou seja, não busco respostas, mas sempre perguntas por parte deles. Outra coisa que sempre me interessou nos meu conselheiros foi a capacidade deles de criar metáforas para problemas de realidade comum. Isso sim é algo que sempre admirei em muitos deles. O conselheiro e quem processa o conhecimento, ele é muito bem vindo no processo de início para o empreendedor.
Nessa fase de semente, o força do empreendedorismo está nos relacionamentos, plantar sementes é iniciar ótimos relacionamentos. A principal experiência que vivi nesse período inicial da minha fase de semente foi entender que somos resultados dos nossos relacionamentos humanos. Isso é essencial, é fundamental, empreender sem ter isso límpido, claro e estabelecido é a peça que precisa para fracassar. Sementar o campo é regar e cultivar relacionamentos humanos, o pilar sustentável de todo negócio.
A fase de semente é o momento em que a ideia, o conceito e também o plano de negócios sãos os artefatos que o empreendedor precisa estar atento. Lembro-me claramente que busquei com muito empolgação estudar e ler, ler muitos planos de negócios e livros sobre projetos de viabilidade economica. Minha preocupação em entender a magia que existe por trás de um business plan sempre foi inesgotável. Esse é o momento de maior empolgação, é com o plano que vem a concretização do nascimento da ideia, algo fantástico para a natureza humana, para o empreendedor então, algo incomparável.
O meu aprendizado enquanto fase de semente, me diz que os artefatos que devem estar claros são: a ideia, o conceito e o plano de negócios. Esses artefatos são peças que vão dar o mapa inicial para formar a cara do negócio. A ideia precisa ser transportada para o conceito e complementada por ele. Ou seja, uma ideia seja de produto ou de serviço que não se encaixe em uma forma de venda, não existe. A ideia por si só já é uma inovação, mas para ela ser realmente comprovada como uma inovação um processo deve ser formado por tras dela. Esse processo deve ser composto pelo conceito do negócio, que trocando em miúdos responde a pergunta "como vamos vender essa ideia?". O plano de negócio é o artefato mestre de toda essa fase. Ele vai juntar as peças todas e avançar em outros horizontes, puxando o desenvolvimento do conceito e da ideia entre as várias facetas de um projeto ou de uma organização empresarial.
A segunda fase de minhas experiências empreendedoras, confrontam-se com minha ansiedade em botar a coisa para fazer. Sempre tive uma ansiedade incontrolável, acho que definida pelo Augusto Cury como SPA - Síndrome do Pensamento Acelerado. Bom, nunca busquei um Psicanalista para me aconselhar, até acho que deveria ter feito. Mas, em compensação sempre busquei ouvir outros profissionais. Ouvir e aprender é a essência que o empreendedor deve buscar nessa fase. Ouvir para aplicar e mudar modelos mentais incoerentes e, aprender para se auto analisar, tornar-se gerente do seu próprio intelecto, do seu próprio processo. E, buscar conselheiros, ouvir e aprender são fundamentos para se potencializar relacionamentos sólidos e duradouros.
Nesta reviravolta que estou fazendo para desenhar os caminhos para os próximos anos, quero que você acompanhe essa história. Nela quero realmente enaltecer as ações que fizeram diferença para mim. Não quero aqui escrever nada como "O Segredo de Luísa", do grande Dolabela. Mas quero engrandecer minha febre pelo empreendedorismo e mostrar para todos o quanto isso é fantástico e faz bem.
O futuro está em semear mais e mais, pois não somos nada sozinhos. Dos conselheiros aos amigos, aos mentores ou aos consultores, é assim que eu cresci como empreendedor, buscando parceiros incansavelmente. É assim que quero crescer, continuar crescendo e, a é assim que quero mostra para você.
Vamos em frente!
Expalhe as suas sementes!
Jordano Gonzatto
@Jgonzatto
http://empreendedorismoagil.com.br



